O protagonismo juvenil na transformação social

Ao longo de todo o ano letivo, os alunos do Centro Educacional da Fundação Salvador Arena são estimulados a desempenhar projetos socioeducativos. Os do Colégio Termomecanica participam do projeto CTM Solidário e os da Faculdade de Tecnologia Termomecanica integram o Arena Solidária.

CTM Solidário: tem como objetivo contribuir com a formação humanista dos estudantes, levando em conta que o protagonismo juvenil auxilia na construção de uma sociedade mais inclusiva e democrática. Durante seu desenvolvimento, além das ações solidárias, o Colégio e os alunos têm a oportunidade de trocar informações sobre sua responsabilidade social e a importância da participação de todos no processo de transformação social, que é a missão da Fundação Salvador Arena.

Arena Solidária: a instituição entende que a iniciativa gera a oportunidade de sensibilizar os jovens e incentivá-los a utilizar a ciência e a tecnologia para proporcionar soluções práticas e cotidianas em prol da sociedade. Além disso, a participação dos alunos em projetos sociais como este contribui para a formação integral do profissional para o mercado de trabalho e também valoriza o legado deixado pelo Engenheiro Salvador Arena.

Para falar sobre o protagonismo juvenil na transformação social e sobre a importância de levar o tema para dentro da sala de aula, o Blog Crescendo Juntos conversou com Sérgio Loyola, que tem mais de 20 anos de experiência no Terceiro Setor e atualmente ocupa o cargo de gerente de desenvolvimento e promoção social da Fundação Salvador Arena. Confira:

CJ – Você sente que os jovens atualmente estão mais engajados em causas sociais? 

SL – Tenho acompanhado a movimentação dos jovens em diversas regiões do Brasil, especialmente na Grande São Paulo e em outras regiões do estado. É nítido o envolvimento dessa geração em diversas causas sociais e um forte movimento na direção de novos tipos de ONGs que mobilizam verdadeiros exércitos de adolescentes e jovens universitários.

CJ – A instituição de ensino tem um papel importante nesse cenário?

SL – Sem dúvida! A escola e a universidade são importantes catalizadores do empreendedorismo social, pois têm a capacidade de unir os jovens ativando e canalizando a sua energia e o seu entusiasmo para as mais diferentes causas de interesse coletivo e de utilidade pública.

CJ – Como a escola poderia abordar esse processo e torná-lo interessante para os alunos?

SL – Apesar de não ser especialista em Pedagogia, sinto-me confortável para dizer que se reinventar é o maior desafio que as instituições de ensino têm hoje. É preciso entender que a escola e a universidade não são mais as detentoras universais do conhecimento. As instituições de ensino têm a responsabilidade de serem facilitadoras do processo de aprendizagem, buscando desenvolver o potencial dos estudantes, dando-lhes um sentido e um propósito aplicado de modo prático para que eles vivenciem o que é compartilhado em sala de aula. Os projetos sociais são ótimas ferramentas neste processo e o resultado pode ser ainda melhor quando são desenvolvidos em parceria com ONGs, pois elas têm muito a acrescentar à instituição de ensino e ao processo pedagógico. Assim, os alunos aprendem por meio de projetos empreendedores, vivenciando e experimentando. A escola é o mundo!

CJ – Qual o papel da família nesse processo?

SL – O envolvimento da família nesse processo é fundamental. Com a experiência que tenho com ONGs e projetos sociais, posso afirmar que não existe sucesso sem interação entre a comunidade e a escola. Quando digo comunidade, quero dizer a família do estudante, o seu entorno e todas as partes atingidas pela escola, podendo ser o comércio local, vizinhos, simpatizantes e até mesmo antipatizantes. Assim, a família estará envolvida por um sentimento de pertencimento e adotará a escola como uma extensão da sua casa, assumindo responsabilidades pelos projetos da escola, cuidando, zelando e participando mais da vida escolar dos filhos.

CJ – Você acredita que a formação humanista pode contribuir com o futuro profissional desses jovens?

SL – As pessoas aprendem a apertar botões, aplicar métodos de trabalho nos mais diversos ramos de atividade, a decorar conceitos e a repeti-los. Até os nossos queridos pets fazem isso. É importante ter consciência de que os métodos e práticas de hoje podem não existir amanhã. Portanto, são os valores humanos, “que a traça não come, que a ferrugem não corrói e que o ladrão não rouba”, o maior patrimônio que uma instituição de ensino pode compartilhar com seus alunos. É por meio de uma sólida base de princípios éticos que um profissional se diferencia dos demais.

CJ – Seria esse o caminho para uma transformação social?

SL – A prática dos valores humanos em todas as situações de nossas vidas, especialmente naquelas mais simples do nosso dia a dia, são determinantes para que o indivíduo se torne um homem ou uma mulher de bem. Este é o caminho para a transformação social.

CJ – Aonde chegaríamos com jovens mais engajados, protagonistas e preocupados com a transformação social?

SL – Todos nós sabemos a resposta; só nos resta aprender que “a sociedade que consagra valores altruístas por meio da educação e do exemplo certamente desenvolverá uma natureza humana melhor”.

CDN (Assessoria de Imprensa do CEFSA e da FSA)

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