A importância da empatia, da solidariedade e do contato físico: lições adquiridas com a pandemia

Em meio a tanto medo, incertezas e angústias que a pandemia do COVID-19 (coronavírus) nos traz, recolhermo-nos e ficarmos com quem amamos torna-se algo inédito. A vida é tão agitada para a maioria dos brasileiros que momentos assim, infelizmente, são raros.

O brasileiro é conhecido por ser um povo caloroso, que não mede esforços para conquistar a alegria. Essa virtude tem de sobra, em qualquer canto do país. Todo esse sentimento é traduzido pelo toque; no entanto, devido ao perigo do contágio com o vírus, toda essa energia e amor traduzidos em um abraço têm de ser contidos devido à necessidade de mantermos distância uns dos outros.

As ruas tornaram-se vazias, todo o comércio local com seu excesso de concentração humana nos grandes centros comerciais encontra-se em estado de alerta para evitar propagações e, com isso, chegamos à conclusão de que ninguém imaginou o quanto essa situação seria complicada para todos nós.

Se nas prateleiras de supermercados e de farmácias faltam insumos, dentro de cada um de nós surgem diferentes sentimentos: a empatia, o respeito, a solidariedade, a fé, o medo e o amor, elemento que faltava para unir um país, uma família e até mesmo para percebermos a falta que o contato com as pessoas nos faz. Será que era isso que faltava para que todos nós pudéssemos olhar o mundo à nossa volta com maior dose de solidariedade?

A realidade atual pede calma, especialmente nas pequenas atitudes, algo que dificilmente atentamos no nosso cotidiano. A realidade atual exige distância entre seres humanos em um momento tão difícil, mas será que não poderíamos ter valorizado mais o contato físico que sempre tínhamos e optávamos pela conexão através da tecnologia? A realidade atual requer que retribuamos com afeto quem ainda precisa trabalhar para garantir o sustento, que tenhamos olhares gentis e compreensivos em relação àqueles que estão mantendo as cidades em condições de higiene impecáveis, assim como os que nos atendem em um supermercado com atenção e cuidado.

Dessa forma, temos a obrigação de demonstrar solidariedade aos profissionais da saúde e a todos que complementam esse cenário, estando na “linha de frente” para combater o vírus e, principalmente, salvar vidas. Até agora, nenhum filme ou desenho animado conseguiu retratar com tanta coragem todas as situações que esses profissionais estão vivenciando e encarando com tamanha valentia. Certamente, todos eles já provaram que são verdadeiros heróis, e merecem nossos agradecimentos pelas lições que nos transmitem, sendo a principal delas, o modo como cuidar de uma nação.

O instante se torna sagrado, as preces em vozes uníssonas retratam o que o mundo almeja: que tudo se normalize o mais breve possível, que vidas sejam mantidas e que a nação brasileira possa guardar cada cumprimento caloroso para o momento certo e, quando isso ocorrer, que cada segundo seja valorizado, amado e aproveitado.

Como o cinema mostra em muitos filmes, essa situação, por pior que seja, veio para nos ensinar. Ensinar a estarmos presentes, a darmos presentes em datas inesperadas, a não causarmos intrigas desnecessárias e a abraçarmos as pessoas. O abraço cura, renova e reconforta. Que possamos guardá-los para os momentos mágicos que, com certeza, mais cedo ou mais tarde, virão!

Colaboração: Jéssica Alves Amorim (aluna do curso de Administração da FTT)

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